Tecnosinos recebe diretor do MCTI para debater inovação regional, investimentos em P&D e Lei do Bem
27.08.2026
O Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos) recebeu, nesta segunda-feira (24), Hideraldo Luiz de Almeida, diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A agenda reuniu o diretor e o Conselho de Governança do parque para discutir os desafios e as oportunidades da inovação no Brasil, o fortalecimento dos ecossistemas regionais, o aumento dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a modernização dos instrumentos de incentivo à inovação.
A visita também proporcionou ao representante do MCTI uma imersão no ecossistema do Tecnosinos. Ao longo do dia, Almeida interagiu com gestores e empreendedores de empresas residentes no parque, conhecendo iniciativas e experiências desenvolvidas pelas empresas do ecossistema. A programação incluiu ainda uma visita à SAP Labs Latin America, permitindo o contato direto com uma das empresas âncora instaladas no Tecnosinos.
Nova disputa tecnológica exige ecossistemas mais fortes
Em sua apresentação ao Conselho de Governança, intitulada “Do Marco Legal à Transformação Real: Como o Estado pode induzir inovação e desenvolvimento”, Almeida destacou que o mundo entrou em uma nova disputa tecnológica, na qual a capacidade tecnológica passou a ser um componente central da competitividade econômica. Inteligência artificial, transformação digital, semicondutores, biotecnologia, transição energética e outras tecnologias estratégicas estão entre os campos que vêm redefinindo a dinâmica do desenvolvimento.
Nesse cenário, o diretor ressaltou que o Brasil não parte do zero. O país construiu, ao longo de décadas, uma infraestrutura institucional formada por universidades e instituições de ciência e tecnologia, parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras, instrumentos públicos de inovação e ecossistemas empreendedores.
O desafio, segundo Almeida, é transformar essa capacidade instalada em maior escala e integração. Entre as prioridades apresentadas estão a ampliação dos investimentos privados em P&D, o aumento da presença de pesquisadores nas empresas, a aceleração das deep techs, a transformação da pesquisa em escala produtiva e a redução das desigualdades regionais.
