Unisinos tem 59 professores contemplados com Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq
10.08.2026
A Unisinos conta com 59 professores contemplados com a Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O reconhecimento alcança 38% dos 157 docentes vinculados aos Programas de Pós-Graduação (PPGs) da Universidade e representa um importante indicador da qualidade e da maturidade do ambiente de pesquisa da instituição.
Concedida pelo CNPq a pesquisadores que se destacam em suas áreas de atuação, a Bolsa PQ é um dos principais mecanismos de reconhecimento da trajetória e da excelência de pesquisadores no sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. A seleção é competitiva e considera aspectos como a produção científica e tecnológica, a formação de mestres e doutores, a liderança acadêmica, a coordenação de projetos e a relevância da trajetória do pesquisador.
Para o diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Unisinos, Sandro Rigo, o número de docentes contemplados demonstra a consistência da comunidade científica da Universidade. “Ter 59 professores reconhecidos com bolsas de produtividade do CNPq é um resultado muito significativo para a Unisinos”, destaca. Segundo ele, além de representar uma conquista individual dos pesquisadores, o resultado evidencia a capacidade institucional de produzir conhecimento de qualidade e formar novos pesquisadores.
A representatividade dos bolsistas entre os docentes dos PPGs também é um aspecto de destaque. Para Rigo, o fato de 38% professores possuírem o reconhecimento demonstra que a excelência científica está distribuída por uma parcela significativa da comunidade acadêmica, e não concentrada em poucos pesquisadores. “Temos uma evidência da existência de uma massa crítica de pesquisadores altamente qualificados”, afirma. O resultado, segundo ele, repercute na qualidade dos grupos de pesquisa, das orientações, das publicações, dos projetos e das redes de cooperação.
A avaliação para concessão da Bolsa PQ considera particularidades de cada área do conhecimento, por meio dos Comitês de Assessoramento do CNPq. Entre os aspectos analisados estão a qualidade e o impacto da produção científica e tecnológica, a formação de recursos humanos, a liderança científica, a participação e coordenação de projetos, a contribuição para a inovação e o mérito dos projetos apresentados. De acordo com Rigo, a avaliação não se resume à quantidade de publicações, mas considera a trajetória do pesquisador, a qualidade e o impacto de sua produção e sua contribuição para o desenvolvimento da área de conhecimento.
O reconhecimento também contribui para o fortalecimento das próprias agendas de pesquisa. A partir da consolidação de suas trajetórias, os pesquisadores ampliam a capacidade de estabelecer redes e colaborações, formar equipes e desenvolver novas investigações. O efeito se estende aos grupos de pesquisa, laboratórios e programas de pós-graduação, além de favorecer a participação em projetos cooperativos, editais e redes nacionais e internacionais.
Entre os principais impactos está ainda a formação de estudantes. Os pesquisadores contemplados orientam estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado, inserindo-os em ambientes de produção de conhecimento em suas respectivas áreas. Para os estudantes, essa proximidade pode representar a participação em projetos relevantes, oportunidades de publicação, interação com pesquisadores de outras instituições e experiências internacionais. Na graduação, a presença desses docentes também aproxima ensino e pesquisa, permitindo que os estudantes tenham contato com professores que atuam diretamente na produção e divulgação do conhecimento.
O número de pesquisadores reconhecidos pelo CNPq também contribui para a consolidação dos programas de pós-graduação da Universidade. De acordo com Rigo, um corpo docente qualificado é um dos elementos centrais da qualidade de um programa, contribuindo para a produção de conhecimento, a formação de mestres e doutores, a ampliação de redes de cooperação e o desenvolvimento de projetos de pesquisa complexos. A presença de pesquisadores com liderança e produção reconhecidas também contribui para a consolidação acadêmica e o fortalecimento da reputação dos programas.
A diversidade de áreas representadas pelos pesquisadores contemplados é outro aspecto destacado pela Universidade. O resultado reúne docentes de diferentes campos do conhecimento e reflete a natureza interdisciplinar da pesquisa desenvolvida na Unisinos. Segundo Rigo, desafios contemporâneos relacionados à transformação digital, sustentabilidade, saúde, desenvolvimento econômico e social, novas tecnologias e mudanças ambientais demandam cada vez mais a colaboração entre diferentes áreas.
Essa diversidade também amplia a inserção da Universidade nas redes de ciência e tecnologia. Pesquisadores com trajetórias consolidadas participam de projetos interinstitucionais, sociedades científicas, redes temáticas, comitês, atividades editoriais e cooperações com grupos de pesquisa de diferentes países. “Quando temos 59 pesquisadores com esse reconhecimento, ampliamos significativamente os pontos de conexão da Unisinos com o sistema nacional e internacional de ciência e tecnologia”, explica o diretor.
Para que esse ambiente de pesquisa se desenvolva, a Universidade atua na construção de um ecossistema que oferece condições para a trajetória dos pesquisadores e para a consolidação de grupos de pesquisa. Entre as iniciativas estão a infraestrutura de pesquisa, a formação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado, o apoio à participação em editais e à gestão de projetos, o estímulo à internacionalização, a formação de redes e a aproximação com empresas e organizações.
O trabalho desenvolvido pelos pesquisadores também se conecta diretamente à missão da Universidade de produzir conhecimento e gerar impacto positivo na sociedade. As pesquisas abrangem temas como tecnologia e transformação digital, sustentabilidade e meio ambiente, saúde, educação, desenvolvimento social, inovação e competitividade empresarial. Esse conhecimento chega à sociedade por meio da formação de profissionais qualificados, do desenvolvimento de tecnologias e metodologias, da produção de evidências para políticas públicas e da transferência de conhecimento para empresas e organizações.
Para Sandro Rigo, o resultado representa, ainda, uma mensagem aos estudantes e futuros estudantes interessados em desenvolver uma trajetória acadêmica e científica na Unisinos. “Aqui existe um ambiente no qual é possível aprender e desenvolver pesquisa ao lado de pesquisadores reconhecidos nacional e internacionalmente”, afirma. O diretor também destaca o compromisso institucional com a pesquisa, a ciência e a inovação como instrumentos de transformação. “Para uma universidade comunitária, produzir conhecimento não é um fim em si mesmo. Nosso compromisso é transformar esse conhecimento em formação de pessoas, inovação e contribuição efetiva para o desenvolvimento da sociedade.”
